Qual a diferença entre o arquiteto,o designer de interiores e o decorador?

Atualizado: 20 de Mai de 2019


É comum encontrar clientes contratando profissionais equivocadamente por desconhecer as atribuições técnicas de cada um. A confusão leva a alguns problemas graves relacionados à atribuição legal e responsabilidade civil. É importante saber as diferenças pois, mesmo que um designer de interiores faça uma sugestão de alteração de paredes, berturas, ampliações ou demolições por exemplo. Isto é ilegal.

Decoradores e designers não dispõe do diploma legal que os habilitem interferir na obra física. Se houver um acidente, o cliente não terá a quem responsabilizar. Quem vai poder validar tecnicamente esta sugestão é um arquiteto ou engenheiro civil.

Vejamos a seguir as diferenças entre os profissionais e suas atribuições:

O decorador é um profissional com formação em um curso de curta duração ou é um autodidata. Geralmente são pessoas com conhecimento de arte e cultura que começaram por hobbie e, com o tempo, foram se profissionalizando. Suas atribuições técnicas são restritas. Sua função restringe-se à escolha de acessórios, móveis ou cores sem que altere fisicamente a obra. Não pode interferir no ambiente nem mesmo no detalhamento de mobiliários cuja atribuição é do designer de interiores.


O designer de interiores tem a função de elaborar o espaço de forma coerente, seguindo normas técnicas de ergonomia, acústica, térmico e luminotécnica, concretizando as necessidades dos clientes por meio de projetos específicos. Seu trabalho restringe-se a ambientes internos.É o profissional habilitado para atuar em projetos de interiores, auxiliando o arquiteto a resolver os espaços da edificação complementando o fechamento da obra. Além de possuir conhecimento técnico em sua formação para realizar o trabalho do decorador que vem ao final do projeto.


Para ser um arquiteto é necessário estudar o curso de arquitetura e urbanismo que tem duração de cinco anos. No curso são abordados temas como a história da arte, a história da arquitetura e do urbanismo, a representação gráfica, a informática, a resistência dos materiais, a construção, o planejamento urbano, o projeto de edificações, o conforto ambiental, cálculos, entre outros. A formação em um curso de arquitetura permite que o profissional atue em várias áreas. São exemplos: estudo e planejamento de projetos, execução de desenho técnico, elaboração de orçamento, padronização, mensuração e controle de qualidade, execução de obra e serviços técnicos. Seu trabalho inicia no momento em que se escolhe o terreno para a construção, ou seja, na implantação de um projeto; com parecer sobre localização, legislações idílicas e urbanas, aspectos ambientais e topográficos.

Ao contratar serviços para projetos de obras novas, reformas e restauros, contrate um profissional habilitado, exija um Registro de Responsabilidade Técnica – RRT. Esta atitude lhe dará segurança técnica e legal. Quando contratar um design de interiores ou um decorador, tenha um arquiteto para supervisionar os trabalhos a fim de garantir a beleza e a segurança da sua obra. Cartões de vista, portfólios ou anúncios confundem serviços de decoração e design de interiores como sinônimos de arquitetura. O uso do termo arquitetura na decoração se faz tão somente por causa do status e glamour, mas é totalmente ilegal, sujeito a penalidades para quem exerce ou contrata o profissional não legalmente habilitado.


Cartões de vista, portfólios ou anúncios confundem serviços de decoração e design de interiores como sinônimos de arquitetura. Apesar de serem complementares, salientamos que devem ser feitos por profissionais distintos. O segmento de arquitetura ainda divide-se em algumas vertentes principais de atuação.

1. Primeiro os arquitetos que se dedicam à reformas residenciais e consequentemente decoração de interiores;

2. Segundo os arquitetos de edificações, projetistas ou executores;

3. A terceira tendência são os arquitetos que receberam formação em urbanismo e podem planejar regiões e bairros, estes são encontrados na maioria nos órgãos públicos e nas universidades;

Nos próximos posts exploraremos melhor essas vertentes da arquitetura.

Fontes: CAU/BR e CAU/PI

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